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Buser reclama de perseguição e passa a filmar agentes da ANTT

Startup de fretamento de ônibus afirma que ônibus têm sido parados, mesmo com legalidade definida no STF

Por Machado da Costa Atualizado em 19 out 2020, 17h20 - Publicado em 19 out 2020, 17h19

A startup de fretamento coletivo de viagens de ônibus, Buser, deu início a uma medida extrema contra o que considera ser perseguição de parte dos agentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT): colocou advogados dentro dos ônibus e em pontos onde normalmente empresas parceiras sofrem com a apreensão dos veículos. A empresa passou também a filmar a atuação dos agentes, após os motoristas e até mesmo passageiros reclamarem de abuso de autoridade. “No último feriado, agentes do Rio de Janeiro pararam sete ônibus que estavam adesivados com a nossa marca. Filmaram, fotografaram e mandaram a nossa imagem para a imprensa como se fossemos ilegais. Parecem querer criminalizar a nossa atividade”, afirma Marcelo Abritta, CEO da startup.

A Buser teve sua atividade considerada legal pelo Supremo Tribunal Federal em 2019, mas sofre represália no setor — em uma situação muito semelhante às enfrentadas por Uber e 99 no passado. A startup acredita que a resistência não parte apenas dos concorrentes, mas também do poder público. Recentemente conseguiu uma determinação judicial de multa contra Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG), punindo o órgão caso haja a interrupção de viagens intermediadas pelo aplicativo.

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