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Brasil pode ficar sem a primeira vacina privada contra Covid-19

Pfizer deve ser a primeira empresa privada a ter resultados positivos na fase 3 da vacina

Por Machado da Costa Atualizado em 22 set 2020, 17h59 - Publicado em 22 set 2020, 17h44

A corrida pela vacina contra o coronavírus ganhou um novo capítulo. A americana Pfizer, em parceria com o laboratório alemão BioNTech, planeja que até o próximo domingo (27) será possível obter uma primeira análise sobre os resultados dos 44 mil voluntários presentes na fase 3 de testes da vacina, de acordo com a Airfinity, uma empresa com sede em Londres e que monitora os testes. Com a novidade, a vacina BNT162b2 larga na frente para obter a aprovação das autoridades de saúde. Além dessa primeira observação, a Pfizer planeja outras três análises antes de apresentar o resultado final, o que pode acelerar ainda mais o processo.

  • Caso os resultados sejam positivos e confirmem a vacina privada da Pfizer como a primeira do mundo a ser aprovada contra o coronavírus, o Brasil ficaria de fora da distribuição, pois só possui acordo com a AstraZeneca. Vale lembrar que países como Canadá, Estados Unidos, Japão, Reino Unido e mais recentemente o Peru firmaram parcerias pela vacina tão logo ela for aprovada. Já a União Europeia negocia com a empresa o fornecimento de 200 milhões de doses. Apesar da insistência da Pfizer em fechar um acordo com o Brasil, as negociações com o governo ainda não avançaram, o que faz aumentar o risco do país ficar sem nenhuma dose da primeira vacina privada do mundo que imuniza os cidadãos da covid-19.

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