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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bolsonaro não manda na bandeira vermelha

Presidente faz discurso para sua base ao dizer que vai determinar o fim da bandeira de escassez hídrica

Por Josette Goulart 15 out 2021, 12h59

Choveu um pouco e o presidente Jair Bolsonaro se apressou a dizer na sua live de quinta-feira que vai mandar o ministro Bento Albuquerque acabar com a bandeira vermelha da escassez hídrica. Ao ministro só restou o silêncio, por enquanto. O presidente não manda na bandeira vermelha. Apesar de as decisões sobre medidas emergenciais por conta da escassez hídrica serem  da CREG, a Câmara de Regras Excepcionais,  que é subordinada ao CMSE, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que por sua vez é composto em essência por membros do Ministério das Minas e Energia, a competência para determinar a bandeira vermelha de nível 2 é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo informações do próprio ministério. E a Aneel, até que se mude a lei, é uma agência reguladora independente cujas decisões passam por uma diretoria colegiada. Além disso, os especialistas são unânimes em dizer que não choveu o suficiente para acabar com a bandeira vermelha. Outro ponto que pode atrapalhar os planos do presidente Jair Bolsonaro é que mesmo com essa bandeira extraordinária o governo está com um tremendo buraco para resolver já que o dinheiro não será suficiente para cobrir todos os custos que o país utilizou para garantir segurança energética. 

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