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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bolsa volta aos 127 mil pontos e dólar registra sétima alta consecutiva

VEJA Mercado: Bolsas americanas buscam novas máximas e puxam Ibovespa para cima

Por Felipe Mendes Atualizado em 7 jul 2021, 20h16 - Publicado em 7 jul 2021, 18h50

VEJA Mercado fechamento, 7 de julho.

Com ajuda de fatores externos, o Ibovespa terminou o dia em alta de 1,54%. O resultado colocou a bolsa de valores brasileira novamente acima do patamar dos 127 mil pontos, depois de pregões marcados por volatilidade ocasionada pela crise política. Boa parte do otimismo desta quarta-feira, se deve à ata da reunião de junho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que veio dentro do esperado. Na reunião, decidiu-se pela manutenção das taxas de juros do país próximas a zero. O índice S&P 500 e a Nasdaq buscaram novas máximas históricas.

“A ata do Fomc não trouxe nenhuma preocupação adicional de pressões inflacionárias, o que fez a bolsa americana acelerar e buscar novas máximas”, diz o economista Pablo Spyer, sócio da XP Investimentos. A ata do Fomc, inclusive, veio a calhar para achatar a curva de alta do dólar frente ao real. A moeda americana chegou a estar cotada em 5,29 reais durante o dia, mas finalizou o pregão cotada a 5,24o reais na venda, e 5,239 para compra, com a sinalização de manutenção do atual patamar das taxas de juros dos EUA. “Como não há pressão inflacionária lá fora, não vão subir os juros agora, e isso sinaliza que mais dinheiro pode vir parar no Brasil”, diz Spyer.

A maior alta do dia na bolsa ficou a cargo da Localiza. A companhia do mercado de locação de automóveis trava uma batalha contra rivais para obter a aprovação de sua fusão com a Unidas junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, e se beneficiou de um posicionamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea. Em rodada de entrevista com jornalistas, o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, afirmou que a falta de semicondutores está prejudicando a produção de veículos. A consequência disso é que os preços dos veículos continuarão altos para o consumidor. O cenário tende a favorecer a operação de seminovos da Localiza, que fechou o dia com a ação cotada a 66,35 reais, avanço de 5,4% no pregão.

Dentre as maiores altas do dia, destacam-se ainda as varejistas Raia Drogasil (5,07%) e Magazine Luiza (4,46%) e a operadora logística Rumo, que avançou 4,7%. Na outra ponta da tabela, a CVC não se beneficiou da fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou que o dólar a 5 reais é positivo para o turismo nacional. Os papéis da companhia recuaram 0,95%, obtendo o pior desempenho do dia.

 

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