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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bolsa sobe puxada pelos grandes bancos; dólar cai abaixo de R$5,50

VEJA Mercado: setor financeiro sobe após resultados expressivos nos Estados Unidos; moeda americana cede após novo leilão do Banco Central

Por Diego Gimenes 15 out 2021, 17h42

VEJA Mercado | Fechamento | 15 de outubro.

Dia sobe, dia desce. O Ibovespa tem oscilado entre altos e baixos nas últimas semanas. Nesta sexta-feira, 15, o índice subiu 1,29%, a 114.647 pontos. Para os analistas, a bolsa negociou no positivo em função do bom humor internacional, influenciado pela divulgação dos resultados das companhias norte-americanas. Os bancos tradicionais se destacaram no lado das altas e sustentaram a performance do Ibovespa. Bradesco, Santander e Itaú subiram 5,2%, 4,1% e 2,6%, respectivamente. “O setor financeiro foi impulsionado pelo bom desempenho dos bancos americanos no terceiro trimestre. Cresceu a expectativa de que essas instituições apresentem bons números por aqui também”, avalia Rodrigo Crespi, especialista de mercado da Guide Investimentos. JP Morgan e Goldman Sachs, por exemplo, lucraram 11,7 bilhões de dólares e 5,2 bilhões de dólares no período, respectivamente, acima do registrado no ano anterior e das expectativas do mercado.

A maior alta do dia foi observada pelo Pão de Açúcar, que subiu 11,8% com venda do Extra Hiper para o Assaí. O atacarejo, por sua vez, recuou 1,6% na sessão após analistas divulgarem relatórios dizendo que a rede pagou muito caro por cada loja adquirida. O varejo, que tem penado nos últimos meses, também subiu. Americanas e Magazine Luiza fecharam em altas de 9% e 2,8%, respectivamente. No lado das baixas, o setor de tecnologia. Méliuz e Totvs recuaram 4% e 2,5%, respectivamente. O dólar caiu abaixo de R$ 5,50 após um leilão de swap cambial de 1 bilhão de dólares realizado pelo Banco Central. A moeda americana fechou em queda de 1,1%, a 5,454 reais. Bruno Serra, diretor de política monetária da instituição, reforçou que o BC pode continuar intervindo no mercado com o uso das reservas internacionais.

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