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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bolsa reage, mas Vale derrete e impede alta mais expressiva

VEJA Mercado: índice Ibovespa avança 0,45%, mas ações de siderurgia despencam após minério de ferro recuar ao menor valor em nove meses

Por Diego Gimenes 19 ago 2021, 17h50

VEJA Mercado fechamento, 19 de agosto.

Após pregões sucessivos em queda, a bolsa esboçou uma reação nesta quinta-feira. Puxada por papéis ligados ao consumo doméstico, o Ibovespa fechou em alta de 0,45%, a 117.164 pontos. “O grande movimento é de reabertura local, e as companhias que se beneficiam são as de consumo discricionário, varejo e os laboratórios, por exemplo. Temos a convicção de que há um movimento de rotação nos portfólios em busca de ativos que oferecem desconto na relação preço vs. valor. O valor a ser destravado é na reabertura local”, avalia Evandro Bertho, sócio-fundador da Nau Capital. Locaweb, CVC, Localiza e Assaí fecharam em altas de 7,52%, 7,34%, 5,96% e 4,74%, respectivamente.

Os papéis que pesaram mais uma vez no índice e frearam um avanço mais expressivo do Ibovespa foram os do setor de mineraçãosiderurgia. A cotação do minério de ferro segue em queda livre na China em função das incertezas na economia asiática pelo avanço da variante delta no país. Nesta quinta-feira, o preço da tonelada da commodity despencou 13,5%, a 132 dólares por tonelada — o menor valor desde 1° de dezembro de 2020. A Vale, que, sozinha, possui mais de 10% de participação no Ibovespa, fechou o dia em queda de 5,71%. CSN, Usiminas e Gerdau recuaram 5,78%, 5,69% e 3,52%, respectivamente.

Se os investidores da bolsa deram uma arejada, na outra ponta o  dólar continuou subindo e fechou acima de 5,40 com  alta de 0,89%. “O real está exageradamente desvalorizado frente ao dólar, mas, a curto prazo, a política monetária dos EUA justifica esse avanço, sem contar a nossa incerteza do ponto de vista fiscal e político”, analisa Bertho.

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