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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bolsa estacionou no acumulado da semana. O que esperar?

VEJA Mercado: bolsa respira na sexta-feira após inflação um pouco abaixo do esperado, mas cenário doméstico ainda se mostra desafiador para próximos pregões

Por Diego Gimenes Atualizado em 11 out 2021, 18h10 - Publicado em 9 out 2021, 08h00

VEJA Mercado | Semana | 4 – 8 de outubro.

Uma semana parecida com a anterior: forte queda no início e respiro no final. No fim das contas, o Ibovespa não saiu do lugar e estacionou nos 112.833 pontos, uma leve queda de 0,06% em relação à semana anterior. O dólar, por sua vez, subiu quase 3% e está cotado a 5,51 reais. Segundo os analistas, a falta de perspectiva para o avanço das pautas econômicas do governo é o principal fator que explica o cenário. “PEC dos precatórios, auxílio Brasil e reforma do imposto de renda serão decisivos para as curvas da bolsa e do dólar, mas são questões ainda não definidas pelas autoridades”, diz Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

O IPCA, divulgado na sexta, e que veio melhor do que esperavam os economistas, trouxe algum alívio para a bolsa, que subiu 2% no último dia. “Tivemos uma semana de dados econômicos mais fracos, como indústria e varejo, mas encerramos com uma inflação menor que o esperado e que pode ter impacto positivo nos papéis. Isso traz empresas que estavam com desconfiança de volta para o jogo”, avalia Flávio Aragão, sócio da 051 Capital. Resta saber se o dado será suficiente para o Ibovespa embalar nos próximos dias, ou se a agenda econômica do governo empacada vai manter o índice estacionado na casa dos 112 mil pontos.

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