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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Black Friday na bolsa? As ações que estão 50% mais baratas

VEJA Mercado: companhias que baixaram muito de preço no ano não necessariamente são boas opções para o investidor

Por Diego Gimenes Atualizado em 24 nov 2021, 15h24 - Publicado em 24 nov 2021, 15h50

Se houvesse uma Black Friday na bolsa de valores, muitas empresas estariam nas prateleiras da liquidação de 2021. Mas, no mercado financeiro, nem sempre isso é bom, e tampouco representa uma oportunidade para quem quer investir. As ações de Magazine Luiza, Via e Americanas despencaram e estão 65,1%, 63,8% e 58,7%, respectivamente, mais baratas do que no início do ano. Setores como varejo e construção sofreram mais do que outros diante da derrocada do Ibovespa nos últimos cinco meses e da piora do cenário macroeconômico brasileiro. “A base comparativa com 2020 é desafiadora pelo boom do e-commerce e do auxílio emergencial naquele ano. Hoje, o que vemos é um cenário bastante diferente e uma competição cada vez mais acirrada entre essas empresas com as asiáticas, além da queda da renda do consumidor, que ainda deve comprometer a performance do varejo na bolsa”, avalia Rodrigo Crespi, especialista de mercado da Guide Investimentos.

Eztec e Cyrella também estariam na prateleira da Black Friday da bolsa, uma vez que suas ações derreteram e estão 57,7% e 51,1% mais baratas em relação ao início do ano, respectivamente. “A geração de caixa dessas empresas tem sido forte em 2021, mas o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) acumula alta de 15% nos últimos 12 meses e pressiona a margem dessas companhias, fora a curva de juros mais elevada que se mostrou muito nociva a essas companhias pois desestimula os novos financiamentos”, pontua Crespi. Ou seja, nem tudo que está barato deve ser comprado, são casos e casos.

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