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Banco Central tenta segurar no laço um dólar galopante

Moeda americana tentou, por duas vezes, passar da marca de 5,60 reais e o BC não deixou

Por Machado da Costa Atualizado em 26 fev 2021, 17h02 - Publicado em 26 fev 2021, 16h56

O Banco Central precisou fazer dois leilões de dólar à vista nesta sexta-feira, 26, para segurar um dólar que não para de disparar. O primeiro foi realizado às 12h22, no qual foram vendidos 740 milhões de dólares a seis instituições, e o segundo foi realizado às 16h13, no qual foram comercializado 805 milhões de dólares a cinco instituições. Os dois certames foram abertos quando o dólar se aproximava da marca de 5,60 reais.

Entre os motivos que fazem a cotação da moeda americana disparar estão as incertezas perante a equipe econômica do governo. Três matérias de VEJA publicadas nesta sexta-feira, 26, dão o tom da animosidade das relações entre Economia e Planalto. A primeira narra a discussão entre Paulo Guedes e Jair Bolsonaro sobre a demissão de Roberto Castello Branco da Petrobras. A segunda conta o pedido de André Brandão para deixar a presidência do Banco do Brasil. E a terceira dá voz à reclamação do conselheiro Marcelo Mesquita, da Petrobras, sobre a ingerência na estatal.

Para piorar, as indicações que estão vindo do Congresso sobre as reformas e a PEC Emergencial não são das melhores. Nesta sexta-feira, 26, o senador Marcio Bittar (MDB-AC) aceitou a retirada do Plano Mansueto da proposta, conforme o Radar Econômico adiantou. Novos solavancos no mercado podem acontecer durante a próxima semana, conforme a pressão para a aprovação do auxílio emergencial aumentará.

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