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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Banco Central sinaliza que juro poderá ser maior do que o esperado

VEJA Mercado: a boa notícia é que o Copom acredita que reduziram os riscos da economia não se recuperar

Por Josette Goulart 22 jun 2021, 08h41

VEJA Mercado Abertura, 22 de junho.

O mercado já vai abrir hoje embalado pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que deixa claro que o aumento dos juros poderá ser maior do que o esperado, a depender de como a inflação vai se comportar. Em princípio, o BC vê os juros em 6,25% até o fim do ano. O próprio boletim Focus já projeta juros a 6,5%. A boa notícia é que os integrantes do Copom acreditam que os riscos de a economia não se recuperar estão cada vez menores, mas que a pressão inflacionária está maior do que a esperada, especialmente em bens industriais. O BC também cita a crise hídrica, que vai aumentar consideravelmente os preços da energia, e diz que está de olho no comportamento dos preços de serviços na medida em que a vacinação aumentar. “Uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários”, disse a ata do comitê divulgada nesta manhã.

Além do Copom, pode ser que ainda tenha um rescaldo de MP da Eletrobras, que foi definitivamente aprovada ontem na Câmara dos Deputados depois do fechamento do mercado.

Nos fatos relevantes, destaque para a oferta da CVC que definiu o preço da ação em 19,12 reais e que pretende captar entre 380 milhões e 480 milhões. Quem quiser exercer direito de preferência tem até o dia 23. A Oi, empresa de telefonia que está em recuperação judicial, comunicou que vai fazer emissão de 2 bilhões de reais em debêntures que serão adquiridas por um fundo do BTG.

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