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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

B3 inaugura touro de ouro e bolsa fecha em… queda

VEJA Mercado: escultura não traz sorte e Ibovespa cai após dados econômicos que desagradaram os investidores

Por Diego Gimenes Atualizado em 16 nov 2021, 21h12 - Publicado em 16 nov 2021, 18h44

VEJA Mercado | Fechamento | 16 de novembro.

No dia da instalação de um touro de ouro de gosto duvidoso à frente da Bolsa de Valores de São Paulo, se pensava que o Ibovespa poderia seguir seu caminho de recuperação com os ânimos em Brasília mais calmos, os investidores tomaram um suco de realidade nesta terça-feira, 16, e perceberam que, na verdade, o problema não está somente na PEC dos Precatórios, mas em toda a cadeia econômica do país. O IBC-Br de setembro confirmou que a economia do Brasil não saiu do lugar no terceiro trimestre, e decepcionou os analistas. “Aversão ao risco na veia, é uma das únicas bolsas que está em queda no mundo. Temos os mesmos problemas do mundo inteiro, mas aqui eles são somados a uma incerteza política e econômica que tira qualquer tipo de visibilidade para os próximos meses”, avalia Pedro Galdi, analista da Mirae Asset. O Ibovespa fechou em queda de 1,82%, a 104.403 pontos.

O setor mais prejudicado pela piora de risco país, na visão do mercado, é o varejo, que já observou um terceiro trimestre aquém do que se esperava, com resultados abaixo das expectativas. “A curva de juros sobe junto com a inflação e tira o poder aquisitivo da população, o que prejudica, e muito, as varejistas”, diz Galdi. Magazine Luiza e Americanas fecharam em quedas de 12,6% e 8,7%, respectivamente. No lado das altas, empresas que se beneficiaram da alta do dólar. Suzano e Petrobras subiram 3,5% e 1,5%, respectivamente. Com o risco país elevado, a moeda americana fechou em alta de 0,78%, a 5,50 reais.

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