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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Associação de shoppings se posiciona contra ‘passaporte de vacinação’

Abrasce entende que, se adotada, medida irá gerar mais custos aos shoppings

Por Felipe Mendes Atualizado em 24 ago 2021, 18h37 - Publicado em 24 ago 2021, 18h30

O presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai, tomou um susto ao ser informado pela mídia televisiva que os complexos comerciais seriam, em tese, obrigados a seguir um novo protocolo na cidade de São Paulo. Isso porque o prefeito da metrópole, Ricardo Nunes (MBD), anunciou na segunda-feira, 23, que a cidade vai exigir um “passaporte de vacinação contra Covid-19” para que as pessoas possam frequentar congressos, feiras de negócios, jogos de futebol e outros tipos de eventos. Bares, restaurantes e shoppings, num primeiro momento, faziam parte da lista, mas a prefeitura retificou a ação ao fim do dia. De qualquer forma, a entidade quis se posicionar nesta terça-feira, 24, que é contrária a tal medida para seus estabelecimentos.

“A gente não foi chamado para conversar em nenhum momento. Eu fiquei sabendo pela mídia e entrei em contato com a prefeitura. Acho que teve uma declaração mal interpretada que acabou gerando esse estresse todo”, disse Humai. Ele afirma que, se adotada aos shopping centers, a medida iria gerar custo adicional aos administradores dos estabelecimentos. “Os shoppings recebem de 100 a 200 mil pessoas por dia. Para controlar isso, teríamos de contratar um grande efetivo de pessoas e sistemas de controle. Não vejo com bons olhos, pois, nesse momento, seria mais uma medida a atrapalhar o setor.”

 

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