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As estratégias de Maia pela paternidade da reforma administrativa

O presidente da Câmara aproveita a confusão em torno do Renda Cidadã e da CPMF para buscar protagonismo — em disputa aberta com Paulo Guedes

Por Victor Irajá - Atualizado em 2 out 2020, 15h47 - Publicado em 2 out 2020, 15h40

Enquanto o governo bate cabeça em relação às diretrizes de uma reforma tributária, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), articula-se para imprimir suas digitais na reforma administrativa. Ele cobrou da frente parlamentar que estrutura o texto estudos para a próxima semana, para abordar os privilégios do funcionalismo e as soluções propostas pela Câmara em detrimento à confusão que tomou conta do Ministério da Economia em torno do Renda Cidadã e da CPMF.

A equipe do deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) foi incumbida da missão e trabalha para entregar a papelada até a próxima quarta-feira 8. A intenção de Maia de se colocar como pai da reforma administrativa, porém, enfrenta a resistência brutal do tempo. No Congresso Nacional, lideranças parlamentares admitem que nenhuma medida estrutural, como reformas, será votada até a definição da nova presidência da Câmara — o que Maia, evidentemente, sabe.

A intenção do parlamentar fluminense envolve deixar tudo pronto para o próximo ocupante da cadeira e se colocar, em oposição ao antagonista ministro da Economia, Paulo Guedes, como fiador da agenda econômica.

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