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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Ânimos se acalmam, mas mesmo assim a bolsa cai de novo

VEJA Mercado: tensões diminuem no país, mas Ibovespa não avança

Por Diego Gimenes 15 set 2021, 17h43

VEJA Mercado | Fechamento | 15 de setembro.

Caiu de novo. O Ibovespa fechou em queda de 0,96%, a 115.062 pontos, nesta quarta-feira. Desta vez, o ambiente externo foi positivo e as tensões políticas entre os poderes diminuíram consideravelmente, sobretudo nos últimos sete dias, mas a bolsa não avança. Quando se supera um problema, o mercado já enxerga outro pela frente, é assim que pensam os analistas. “Os problemas não foram embora, eles continuam aí e são de ordem econômica. É difícil apostar em bolsa com Selic subindo, juros futuros na casa dos dois dígitos e projeção de crescimento de PIB cada vez menor”, diz Roberto Attuch, CEO da Ohmresearch. O que falta, então, para o índice voltar a subir? “A incerteza constitucional precisa desaparecer de vez, e o cenário econômico para 2022 tem de se estabilizar”, avalia Attuch. Ou seja, o cenário não é muito animador.

Dentre as baixas, o varejo, mais uma vez. Economia mais fraca, escalada da inflação e juros mais altos estouram sempre no comércio. Americanas, Via e Magazine Luiza fecharam em quedas de 4%, 2,98% e 2,41%, respectivamente. O minério de ferro segue em queda livre na China em função de uma atividade econômica chinesa menor e da restrição de produção de aço no país. Isso influenciou a Vale, que fechou em queda de 2,50%. No lado das altas, destaque para quem trabalha com petróleo, já que o preço da commodity segue avançando e está perto das máximas de julho. PetroRio e Petrobras subiram 7,44% e 1,74%, respectivamente.

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