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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Alliar processa Precisa Medicamentos por contrato da vacina Covaxin

Empresa de Francisco Maximiano, que está no centro da CPI, não devolveu adiantamento na compra das vacinas no setor privado

Por Josette Goulart 14 jul 2021, 16h16

A empresa de diagnósticos Alliar, que tem o Pátria Investimentos como um de seus principais acionistas, assinou um contrato para fornecimento das vacinas Covaxin com a Precisa Medicamentos e agora está pedindo na Justiça a devolução do adiantamento de cerca de um milhão de reais. O processo foi protocolado na Justiça de São Paulo na terça-feira, 13, em nome da TKS Sistemas Hospitalares, uma subsidiária da empresa. De acordo com o processo, o contrato foi assinado no dia 01 de fevereiro e exigia o pagamento de 10% adiantados por 51 mil doses de vacinas com peço unitário de 34,43 dólares. Mas previa a devolução dos recursos caso o setor privado ficasse impedido de vender a vacina ou caso a vacina não tivesse a autorização da Anvisa. Com a publicação da lei 15.125/2021, que proíbe o setor privado de comercializar vacina, a Alliar pediu a devolução do dinheiro, em maio, e alega que a Precisa informou que não devolveria no prazo de cinco dias úteis como firmado em contrato e também que não pagaria a multa prevista de 2% em caso de atraso. 

A Precisa é a empresa de Francisco Maximiano, que intermediou um contrato de 1,6 bilhão de reais com o governo brasileiro para compra da Covaxin com a Bharat Biotech, e está hoje no centro da CPI da Covid, que investiga se houve corrupção na compra das vacinas indianas. A empresa ainda responde a um outro processo protocolado pela clínica de vacinas gaúcha MDC. 

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