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Ainda não podemos afirmar que a vacina funciona, diz CEO da AstraZeneca

Com extrema sobriedade, Pascal Soriot, presidente da farmacêutica, diz estar confiante na eficácia, mas que ainda mais dados são necessários

Por Machado da Costa 5 nov 2020, 12h08

O CEO do principal laboratório privado que está trabalhando no desenvolvimento da vacina de Oxford afirmou, nesta quinta-feira, 5, que ainda não possui dados suficientes para garantir que o imunizante será liberado pelas autoridades sanitárias do Reino Unido, Estados Unidos e Brasil. “No fim do dia, ainda não sabemos se a vacina funciona”, disse Pascal Soriot, presidente da AstraZeneca. Contudo, ele deixou claro que está confiante na eficácia do imunizante que, além da Universidade de Oxford, também tem participação da Fiocruz em seu desenvolvimento.

Soriot, em conversa com analistas do mercado financeiro, confirmou que o calendário está bem atrasado em relação ao previsto inicialmente. A longa suspensão dos testes nos Estados Unidos e a queda da disseminação da doença no hemisfério norte nos meses passados atrapalharam os testes. Ele acredita que o FDA, a Anvisa americana, poderá dar uma licença emergencial baseada nos estudos feitos no Reino Unido e no Brasil. Porém, isso é uma especulação. O que de fato existe é que a produção, que era imaginada para alcançar 30 milhões de doses até o fim do ano, deverá ficar em 4 milhões de doses.

O CEO da AstraZeneca também antecipou quanto irá custar cada dose da vacina. Segundo ele, o preço unitário deverá ficar entre 4 e 5 dólares. “Esperamos que seja possível o início da vacinação em grande escala a partir de janeiro do próximo ano — possivelmente até dezembro”, disse, adicionando, claro, que necessitará da aprovação das agências sanitárias.

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