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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Agência de risco dá ‘sinal verde’ para auxílio emergencial

Há espaço para um auxílio emergencial modesto, segundo diretora da Fitch

Por Machado da Costa Atualizado em 5 mar 2021, 09h48 - Publicado em 25 fev 2021, 16h08

A reação do mercado financeiro é sempre um termômetro para a equipe econômica. A depender das respostas a determinadas políticas públicas, medidas podem ser alteradas ou até mesmo abandonadas. A reedição do Auxílio Emergencial sempre foi algo que causou resistência no mercado. Mas nesta quinta-feira, 25, de forma até inesperada, a agência de risco Fitch deu um sinal verde para o benefício.

Segundo uma dos maiores quadros da agência, a diretora Shelly Shetty, um benefício que custe até 0,6% do Produto Interno Bruto é plenamente aceitável. Caso o Auxílio Emergencial custe mesmo 30 bilhões de reais, como é esperado pelo Ministério da Economia, isso equivaleria a algo próximo de 0,4% do PIB. “Há espaço para um auxílio modesto.”

A outra boa notícia por trás das declarações de Shetty é que diminui um pouco o temor de um rebaixamento da nota soberana de crédito do Brasil. O país está a beira de se tornar um “junk”, ou lixo, no jargão das agências de ratings. Ela pareceu um pouco mais otimista com as reformas e isso poderia melhorar a forma como o mercado internacional vê o Brasil.

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