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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

A startup que transforma a caminhada na praia em doações

Km Solidário é uma healthtech que em três meses conquistou 60 mil usuários

Por Josette Goulart 10 Maio 2021, 14h45

Há exatos dois anos, André Kok foi demitido do banco Itaú BBA onde era diretor geral de renda fixa. Um tempo depois foi chamado para uma fintech. Disse não. Com dor no coração, segundo ele. Veio a pandemia e Kok começou a usar a corrida para arrecadar dinheiro para instituições de caridade. E o seu par de tênis virou um negócio. Kok entrou para um mercado que está fervilhando no mundo: o do empreendedorismo de impacto. Kok e seu sócio, o advogado Saulo Marchi, que só conhece virtualmente por conta da pandemia, estabeleceram a missão de  combater o sedentarismo ao mesmo tempo em que transformam a forma de doações para o terceiro setor. Em fevereiro, relançaram o aplicativo Km Solidário, que já pertencia a Marchi. Pelo aplicativo, as pessoas doam os quilômetros daquela corridinha de logo cedo, ou da caminhada à beira mar, ou da ida ao supermercado a pé, para instituições de caridade. Com ajuda de nomes do esporte como Virna, Zico, Caca Bueno, Oscar Schimidt, o aplicativo conseguiu em três meses, atingir 60 mil usuários e doações de 350 mil reais para 15 instituições como GRAACC e IPÊ Ambiental.

Só no mês de abril, foram 1,7 milhões de quilômetros doados pelo aplicativo do Km Solidário. A pessoa doa o quilômetro, não dinheiro, e escolhe a instituição de caridade que vai receber os recursos. O resto fica a cargo do aplicativo. Mas o Km Solidário não é uma ONG. É uma healthtech, que quer fazer dinheiro com a sua base de usuários. No momento, o aplicativo fatura com publicidade e nos primeiros meses doou 80% de sua receita. Kok diz que no mês passado doou 70% da receita e ele acredita que o ponto de equilíbrio vai ficar entre 60% e 70%. Além disso, vai começar a fazer negócios com empresas para corridas que doam plantio de árvores. Em seu plano de negócios, estão desde doações diretas da pessoas por quilômetro rodado até estratégias de uso de dados para futura parcerias com seguradoras, por exemplo. 

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