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A investidores, Banco Central indica ver mais inflação à frente

Autoridade monetária prevê preços em aceleração durante primeiro trimestre deste ano

Por Machado da Costa 12 jan 2021, 11h32

O Banco Central decidiu não se posicionar oficialmente sobre a disparada do IPCA, divulgada nesta terça-feira, 12, pelo IBGE. Mas falou a investidores sobre a alta que fez a inflação ficar acima da meta estipulada para 2020. O IPCA fechou o ano em 4,52%, mais de meio ponto percentual acima da meta, de 4% (há ainda a margem de tolerância, 1,5 ponto percentual, para mais e para menos).

Segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, que participou de uma live da corretora XP, há risco de inflação mais elevada no primeiro trimestre deste ano. “Foi muito dinheiro colocado na mão das pessoas durante a pandemia, que causou um impacto menor na economia. Mas o efeito de dezembro tem consequências sobre essa atividade, a questão climática, com quebra de colheitas e o caso de energia com restrição de produção da Arábia Saudita, elevando. Teremos uma inflação um pouco mais alta do que imaginávamos, algo que teremos que avaliar nos próximos ciclos. Mudou muito o cenário de commodities de dezembro para cá e teve uma mudança no câmbio também.”

Na próxima semana, entre terça-feira, 19, e quarta, 20, será realizada a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2021. Dado o estresse no mercado financeiro, que eleva juros prevendo uma escalada da taxa Selic, e o indicativo de Serra, de que há mais inflação para vir nos próximos meses, o BC terá de se posicionar mais firme em relação à inflação do que vinha fazendo durante 2020.

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