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A grande preocupação do BC às vésperas do Copom

Há algo no horizonte dos diretores do Banco Central que vai além do controle da inflação

Por Machado da Costa Atualizado em 15 set 2020, 11h37 - Publicado em 15 set 2020, 10h13

Nesta terça-feira, 15, o Comitê de Política Monetária (Copom) inicia a reunião de dois dias para definir as bases da política monetária dos próximos 45 dias. Atualmente, a Selic está em 2% ao ano e a maior parte dos analistas do mercado financeiro acreditam que a taxa será mantida. Há, contudo, a chance de ser reduzida em 0,25% ponto percentual. A inflação no atacado preocupa, mas a baixa atividade econômica impede que empresas repassem a alta para os consumidores, o que segura o IPCA em níveis extremamente baixos. Segundo o Boletim Focus, o IPCA deve terminar o ano em 1,9%.

Contudo, há um outro aspecto que preocupa os diretores da autoridade monetária: a quantidade de papel moeda emitida para manter o país em equilíbrio durante a pandemia de Covid-19. Foi este salto que obrigou o BC a lançar a nota de 200 reais. Somente neste ano, quase 100 bilhões de reais foram emitidos além da quantidade de papel moeda que havia em circulação em fevereiro deste ano. Isto fez disparar a base monetária, que pode ser entendida como o passivo do Banco Central. Esta é a maior preocupação da autoridade: como controlar o monstro criado para suplantar a crise sem gerar inflação e, ao mesmo tempo, sem derrubar a renda da população.

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