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A despeito de morte de João Alberto, ações do Carrefour sobem 1%

É irônico que um fato que exija uma mudança de postura das empresas, como a morte de um homem negro por funcionários, não se reflita no valor dos papéis

Por Machado da Costa 20 nov 2020, 18h41

O mercado parece ter dado de ombros para a morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, nas dependências de um supermercado Carrefour, por espancamento. No final do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, as ações da multinacional encerraram o dia em alta, de 0,99%, valendo 20,49 reais. Os posicionamentos formais da empresa foram tímidos durante esta sexta-feira, 20, e se deram apenas por meio de notas oficiais.

Num momento em que os investidores pregam pelas tantas para que as empresas mantenham políticas ambientais coerentes e uma gestão sólida do environmental, social and corporate governance, o ESG, é irônico que um fato que exija uma mudança imediata da postura das empresas, a cobranças não se reflitam imediatamente no valor das ações.

Um dos motivos para a alta das ações, segundo agentes de mercado com quem o Radar Econômico conversou, envolve o fato de que o histórico policial de João Alberto começou a circular pelas redes. A leitura dos investidores envolve o fato de que, já que João Alberto tem passagem pela polícia, o Carrefour teria elementos mais sólidos para estruturar sua defesa.

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