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Paulo Cezar Caju Por Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Não foi o Flamengo que perdeu, foi o Ceará que ganhou

Ao falar dos tropeços dos favoritos, é preciso também reconhecer o valor dos adversários. Atlético-GO, Goiás e Sport tiveram méritos nesta rodada

Por Paulo Cezar Caju - Atualizado em 14 set 2020, 17h58 - Publicado em 14 set 2020, 12h35

Essa rodada do Brasileirão foi mais uma prova de como os “especialistas das bancadas” enxergam o futebol. Se nos deixarmos levar por grande parte dos comentários, o Flamengo só perdeu para o Ceará porque Gabigol desperdiçou gols, Éverton Ribeiro não estava inspirado e Vitinho correu pouco. Era como se não existisse um time do outro lado. E um time que vem se estruturando ano a ano, que tem uma torcida gigante e apaixonada. Pelo que soube o clube contratou uma consultoria para cuidar da parte financeira e administrativa. Torço para que a diretoria siga firme com esse propósito.

Nota-se essa profissionalização também no Bahia. Mas acho que o presidente pecou por não insistir em Roger e contratar Mano. Alguns “especialistas das bancadas” tiveram a cara de pau em dizer que a contratação de Mano elevou o clube para um patamar superior. Peraí, a história do Bahia precisa ser respeitada! O Bahia já teve ninguém menos do que Evaristo de Macedo como técnico, campeão estadual e brasileiro, em 1988, em um time que tinha os excelentes Bobô, Zé Carlos e Charles, entre outros. Bem, o Bahia de Mano, amargou uma derrota para o Atlético goianiense, com gol do goleiro Jean.

Nessa rodada, o Inter também perdeu e ninguém exaltou a atuação do Goiás, que teve um jogador expulso logo no início da partida. Essa partida mostrou como o Inter é um time previsível. A única forma para tentar furar o bloqueio preparado por Thiago Lhargi foram os manjados “chuveirinhos”. Busquei essa lá no fundo do baú, hein!!! Bloqueio se fura com jogadores talentosos, dribles e improviso, mas estamos carentes de jogadores geniais. E o Palmeiras, de Luxemburgo? Mais um empate acompanhado de um futebol nada vistoso. Mas é importante valorizar o trabalho de Jair Ventura, que deu novo ânimo ao Sport. A imprensa precisa entender que existem dois times em campo e os dois precisam ser avaliados com isenção. É importante valorizar as vitórias e não ficar buscando resposta para as derrotas.

O acadêmico Paulo Autuori após vários empates perdeu para o Vasco, de Ramon. Tenho torcido para surgirem novos técnicos, mais ousados, e que não falem “posicional” de três em três segundos. O Ramon, como excelente jogador que foi, precisa treinar mais fundamentos, pois esse continua sendo o principal problema, não apenas do Vasco, mas do futebol brasileiro. Por isso, Nenê, que fez dois gols na vitória do Fluminense sobre um Corinthians horroroso, vai jogar até os 100 anos. O talento sobreviverá, apesar dos ultramans, velocistas e robôs, ele sobreviverá.

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