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Paulo Cezar Caju Por Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Bayern de Munique tem história linda e é o maior clube do mundo

O PSG tem Neymar, o jogador mais técnico e que pode desequilibrar. Torcemos para isso, mas não será uma tarefa fácil

Por Paulo Cezar Caju - Atualizado em 17 ago 2020, 13h43 - Publicado em 17 ago 2020, 11h10

Apesar da desclassificação do Manchester City estou bem feliz com os times que se classificaram na Champions League. Sou fã declarado de Guardiola e gostaria de vê-lo campeão. O gol perdido pelo Sterling poderia ter mudado o rumo da partida, assim como a desclassificação do Atalanta foi por detalhes, isso é o futebol.  Ainda acho a Premier League a melhor do mundo e mesmo a França tendo dois times nas semifinais ela ainda está bem abaixo da inglesa e da alemã. Não tenho bola de cristal para cravar quem será o campeão, mas o Bayern tem muito mais time do que seus concorrentes.

Para mim, o Bayern é o maior clube do mundo. Sei que muitas pesquisas têm seus critérios para criar os rankings e, por isso, Real Madrid e Barcelona normalmente lideram por serem os mais ricos, mas o Bayern é uma potência, pois já venceu as principais competições europeias e a história de sua fundação é linda: nasceu, em 1900, após onze jogadores que rescindirem os contratos com sua equipe, o MTV 1879, por não concordarem com as condições de trabalho. Me lembrou o Afonsinho quando criou a Lei do Passe Livre e montou o time Trem da Alegria formado por atletas sem contrato e desempregados. Sem falar que o Bayern sempre teve ex-jogadores em sua diretoria e a Alemanha participou de oito finais de Copa do Mundo e venceu quatro.

A Espanha, com seus dois clubes milionários e badalados, só tem um título. Mas o Lyon tem seus trunfos, um deles é o pé-quente Juninho Pernambucano, que fez história no clube, e hoje é diretor de futebol, e o técnico Rudi Garcia, excelente treinador. Acompanhei de perto o trabalho que fez para levar o Lille a conquistar, em 2010/2011, o campeonato francês e Copa da França. Depois foi para o Olympique de Marseille, mas a diretoria não investiu em contratações. Nunca mais havia ouvido falar dele e fiquei feliz quando soube que estava no Lyon. O RB Lepzig é um time novo. Se a Red Bull continuar investindo certamente estará sempre disputando título e o melhor de tudo é que joga um futebol bonito de se ver. O PSG tem Neymar, o jogador mais técnico de todos da semifinal. Claro que ele pode desequilibrar e torcemos para isso, mas não será uma tarefa fácil.

De qualquer forma, estou feliz, com os semifinalistas porque sou fã do futebol alemão, sempre se reinventando, e tenho um carinho especial pela França pelos anos que morei lá. O Brasileiro continua morno, mas também estou contente por confirmar que Jorge Sampaoli não era nuvem passageira. É um treinador que consegue criar um estilo de jogo em pouquíssimo tempo e faz render jogadores que não estavam bem em seus clubes, como Marrony. Ele faz o básico, treina fundamentos. “E o seu Botafogo, PC?” perguntou o rapaz do quiosque do Leblon durante a minha caminhada. Se eu não estivesse sintonizado no meu “novo normal” talvez o quiosque não estivesse mais de pé, mas respirei fundo e segui em frente assoviando “Samba do Avião”. O que sigo sem engolir, e muito menos entender, são os chavões dos comentaristas, que continuam com “leitura de jogo”, “consistência”, “jogador agudo” e muito mais!

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