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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Osmar Dias desiste de candidatura ao governo do Paraná

Ex-senador sentiu-se isolado politicamente depois que o irmão Alvaro Dias anunciou um vice do PSC e aproximou o Podemos da chapa de Ratinho Junior

Por Guilherme Voitch - 3 ago 2018, 12h19

O ex-senador Osmar Dias (PDT) anunciou nesta sexta-feira que está fora da disputa pelo governo do Paraná. Osmar aparecia bem colocado nas pesquisas eleitorais, com percentuais entre 25% e 30% das intenções de voto, atrás apenas do deputado estadual Ratinho Júnior (PSD).

Apesar disso, Osmar vinha encontrando dificuldades em formar uma chapa competitiva. O pedetista chegou a negociar com o MDB de Roberto Requião e a coligação esteve bem próxima de um acerto. Nesta semana, porém, Osmar rejeitou o partido, com a justificativa de que não poderia trazer para sua campanha o “petismo” de Requião, que tem se empenhado em defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi um movimento político do irmão, no entanto, que acabou definindo o isolamento de Osmar. Ao anunciar o economista Paulo Rebello como vice na sua chapa, o senador Alvaro Dias (Podemos) empurrou seu grupo político para a candidatura de Ratinho Junior no estado, isolando politicamente o irmão. Faltando dois dias para o encerramento das convenções partidárias, o pedetista contava apenas com o apoio do Solidariedade, além do próprio PDT, garantindo a ele cerca de um minuto em cada bloco de propaganda eleitoral gratuita.

Na noite de quinta, aliados do ex-senador ainda tentavam costurar um acordo com o PPS e o PSB, tirando o partido da coligação da governadora Cida Borghetti (PP). O próprio Osmar teria rejeitado a proposta. Depois de um dia de isolamento, Osmar divulgou uma carta em que comunica sua desistência e afirma que não faria “acordos perniciosos”.

 

 

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