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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Ônibus da caravana foi alvejado por dois tiros de garrucha, diz perícia

Atirador estava distante cerca de 18 metros do ônibus; Polícia Civil diz que as diligências continuam sendo feitas para determinar a autoria

Por Guilherme Voitch Atualizado em 13 abr 2018, 19h14 - Publicado em 5 abr 2018, 18h50

A perícia do Instituto de Criminalística do Paraná afirmou que dois disparos de uma arma de calibre 320 atingiram um dos ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná.

De acordo com o perito Inajar Kurowski, os disparos vieram de um atirador que estava a 5,86 metros do chão, distante cerca de 18 metros do ônibus. O atirador teria feito os disparos quando o ônibus já havia se distanciado do local em que ele estava. “É uma arma de calibre fraco que nem se vende mais. É algo como uma garrucha”, disse Inajar.

Os disparos atingiram o lado direito do veículo. Um dos tiros atingiu uma janela, próxima à cabine do motorista, a 3,08 metros do chão, e o outro a lataria, já na parte traseira do veículo, a 2,19 m do chão.

  • O perito disse não ser possível determinar se o ônibus estava parado ou em movimento. “Ainda que estivesse a 60 km/h, na comparação com a velocidade do projétil isso é insuficiente para deixar alguma marca ou rastro.”

    Kurowski confirmou que as marcas no ônibus NZU-6505 não foram ocasionadas por disparo de arma de fogo. “Não havia sinal de chumbo. São marcas de pedradas.”

    O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Naylor Gustavo Robert de Lima, disse que a polícia continua fazendo diligências e que seria “temerário” dar mais informações. Nenhuma informação sobre autoria foi da.  A perícia também tentou determinar se já havia marcas de tiros quando o ônibus passou pela praça de pedágio, no município de Nova Laranjeiras. A qualidade das imagens, porém, não permitiu nenhuma conclusão.

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