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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Novo chefe da PF no Paraná vê Lava Jato longe do fim

"Existem outras fases para vir, outras investigações que também vão ser as maiores já realizadas", garante Luciano Flores

Por Guilherme Voitch - 4 Feb 2019, 18h09

O delegado Luciano Flores tomou posse, nesta segunda-feira, 4, como superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, afirmando que a Lava Jato está longe do fim e prometendo a continuidade das grandes operações. “Existem outras fases [da Lava Jato] para vir, outras investigações que vão ser deflagradas que também vão ser as maiores já realizadas pela Polícia Federal”, disse.

Flores lembrou que a operação entrou em 2019 prestes a completar cinco anos com duas novas fases sendo deflagradas. “Há alguns anos falava-se que a operação poderia terminal logo”, salientou.

O novo superintendente, que entrou na PF em 2002 e antes do Paraná foi superintendente no Mato Grosso do Sul, comemorou a compra de uma série de equipamentos que vão auxiliar nas grandes investigações. “São equipamentos de estruturação de dados. ‘Storages’ onde dados de todas as fases da Lava Jato são armazenados, equipamentos de inteligência artificial e processamento de dados. Vamos dar um grande salto com eles”, garantiu.

Mais conscientes

O novo superintendente também evitou criticar a decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, que na semana passada determinou a soltura do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

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O Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná (Sinpef/PR)  chegou a divulgar nota lamentando a decisão e afirmando que ela gerava um “sentimento de desmotivação”.  “Não costumamos comentar. decisões do Judiciário. Mas a motivação vem dos meios de trabalho e da conclusão das investigações. Essa questão judicial já não nos afeta tanto que em outros momentos. Estamos mais cascudos e mais conscientes em relação a isso”, afirmou.

 

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