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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Ex-diretor do DER no PR contrata advogado especialista em delação

Homem de confiança de Beto Richa, Nelson Leal Filho é réu pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, estelionato e organização criminosa

Por Guilherme Voitch Atualizado em 30 jul 2020, 20h29 - Publicado em 23 abr 2018, 14h34

O ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) Nelson Leal Filho tem advogados novos na Operação Integração, em que ele é réu pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato e organização criminosa. Leal, que era defendido pelo escritório do criminalista Beno Brandão, agora terá como advogados Tracy Reinaldet e Gustavo Sartor.

Reinaldet atuava no escritório de Adriano Bretas antes de montar sua própria banca e é considerado um dos especialistas do Paraná em firmar acordo de colaboração premiada com a Justiça. Ele e o ex-sócio continuam, inclusive,  trabalhando nas delações de Antonio Palocci na Lava Jato e do ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Gonçalves, investigado na Carne Fraca.

  • Leal é homem de confiança do ex-governador Beto Richa (PSDB), que deixou o cargo no início de abril para se candidatar nas eleições 2018. Foi secretário de Obras do tucano na prefeitura de Curitiba e, desde 2013, era o chefe do DER, responsável pelo contato com as empreiteiras nas obras tocadas pelo estado e pelas negociações com as concessionárias de pedágio.

    Operação

    No final de fevereiro, a Lava Jato chegou a sua 48ª fase, com a deflagração da Operação Integração, a primeira voltada para o Paraná. A operação prendeu Leal Júnior, e outras seis pessoas, entre elas dirigentes da Triunfo e da Econorte. O Ministério Público sustenta que propinas e vantagens foram pagas a Leal Júnior e outros funcionários do órgão em troca de favorecimento nos aditivos dos contratos de pedágio da Econorte. De acordo com o MPF, o pedágio cobrado nas rodovias da Econorte era mais caro do que o estabelecido em contrato por causa da corrupção.

    Leal, que estava preso no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, região metropolitana, foi transferido na última sexta-feira para a Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. 

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