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Paraná Por VEJA Correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens paranaenses. Por Guilherme Voitch, de Curitiba

Cármen Lúcia não conheceu o problema, diz presidente da OAB-PR

Presidente do CNJ e do STF visitou duas penitenciárias na região metropolitana de Curitiba

Por Guilherme Voitch - Atualizado em 9 Jan 2018, 16h36 - Publicado em 9 Jan 2018, 16h19

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça, (CNJ) visitou nesta terça-feira (9) duas prisões paranaenses — a Casa de Custódia e a Unidade de Progressão — ambas localizadas em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. Para o presidente da OAB-PR, José Augusto de Noronha, que acompanhou a visita, a ministra não conheceu o pior do sistema. “Essas duas unidades não são o pior. O grande problema no Paraná está nas carceragens das delegacias. Temos 10 mil presos detidos permanentemente em espaços que deveriam ser de passagem temporária. A ministra foi alertada disso”, disse Noronha.

Carceragens

Dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça revelam que o Paraná contava, até junho de 2016, com 9.826 presos em delegacias. Apenas o Ceará tinha mais detentos nas carceragens, 11.865.  Segundo a OAB e outras entidades, esse número não tem diminuído. “Não tivemos novas penitenciárias sendo entregues. Entendo que há um esforço para resolver o problema, mas ele existe e a situação atual é de emergência”, explicou o presidente da OAB-PR.
Cármen Lúcia esteve também no Tribunal de Justiça (TJ-PR), onde reuniu-se com magistrados paranaenses e assinou um termo que integra o Paraná ao Banco Nacional de Mandados de Prisão. A magistrada não conversou com a imprensa durante toda a sua visita.

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