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Trump fingiu ser relações públicas para dizer que saiu com Carla Bruni

Em seu passado de vigarista, Donald Trump não teve pudores de inventar para a imprensa que estava saindo com atrizes e beldades das passarelas

Donald Trump é essa coisa que o mundo vê, uma caricatura de reizinho frustrado (pois queria ser o bobo da corte) que fugiu do inconsciente coletivo e deu um jeito de se materializar na Casa Branca. Parece que sua única característica positiva é a capacidade de surpreender, algo que o torna mais interessante que Obama e infinitamente mais divertido que os presidentes da Dinastia Bush.

Quem assistir à série documental Trump: um sonho americano, disponível na Netflix, terá certeza de que esse bafafá em torno da atriz pornô Stormy Daniels é apenas o ápice de uma tempestade que veio se formando ao longo do tempo.

O documentário acompanha a carreira de um príncipe das habitações populares do Brooklyn que ascendeu a reizinho (e bobo midiático) de hotéis em Manhattan e cassinos em Atlantic City. Conta também a história da candidatura e da inesperada vitória nas eleições de 2016, mas essa parte é chata porque não consegue ficar à altura do capítulo dedicado à vida pessoal de Trump.

Depois de se divorciar da primeira esposa e de romper com a namorada que havia motivado o divórcio, um dos homens mais ricos da América não teve pudores de espalhar para a imprensa que estava saindo com beldades como a modelo italiana Carla Bruni. Parece mentira, mas não é: o próprio Trump se deu ao trabalho de ligar para Sue Carswell, da People Magazine, com o objetivo de fortalecer a fofoca.

Mas atenção no detalhe: ele fingiu ser outra pessoa, um certo John Miller, profissional das relações públicas recém-contratado para cuidar da imagem do patrão.

— Meu chefe acabou de sair de um casamento — disse Miller, ou melhor, Trump — e está se dando muito bem financeiramente (…) Madonna ligou outro dia e perguntou se podia sair com ele, te digo isso (…) Mas agora ele está com uma mulher chamada Carla. Ela deixou o Mick Jagger pelo Donald, e é isso que está acontecendo…

Era isso que estava acontecendo? Talvez na imaginação de um adolescente com 50 anos de idade, já que a voz de Trump foi reconhecida e o caso com a Carla Bruni nunca se confirmou. A história é hilária, mas também preocupante. Quem tem coragem de fazer uma coisa dessas tem coragem de fazer qualquer coisa, algo bom para um vigarista, jamais para o homem que ocupa o cargo mais poderoso do planeta.

Alguém já definiu a democracia como o regime em que o trapaceiro e o idiota podem se candidatar a presidente para que todos os cidadãos de um determinado país também tenham o direito de se candidatar a presidente. Dito assim parece bonito, mas quando um trapaceiro — e um idiota — realmente chega à Casa Branca, o jeito é colocar as mãos para o céu… e rezar.

Comentários
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  1. Gilson Schnaider

    $vou dizer uma $coisinha trump em fazendo um exelente trabalho , # a maioria dos comentas e pura inveja da isquerda.

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  2. Denis Romanzini

    Nossa, que inveja, hein?! O bobo da corte está lá, rico e presidente dos Estados Unidos e você está aqui escrevendo asneiras em um blog de fofocas… Credo!

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  3. Um brasileiro comum, como os comentaristas acima, fazendo avaliações de um presidente de um país onde provavelmente não moram é como ler um americano, também comum, tecendo comentários sobre o governo do Vampirão Temer, dizendo maravilhas dele, esquecendo o quão vigarista ele também é. Trump é sim um vigarista. Um misógino e alguém que realmente tem o que chamo de “daddy issues”. Trump pode ser bilionário, mas é desprezado por todos os outros bilionários, que o acham burro, incompetente, inseguro e, principalmente, infantil. Basta ler os comentários feitos por eles mesmos, os bilionários. Trump, para mim, se assemelha a Dilma. De resto, para fazer uma avaliação do governo Trump, feito por americanos que moram nos EUA, basta ver que sua popularidade não é grandes coisas.

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  4. Uma das piores matérias que já li na vida….

    Tudo baseado em um docmentário da Netflix de origem suspeitíssima… aí vem o “Leitor”, juntar lé com cré e o texto todo é uma confusão mental e “Delirante”, como dizia o karnal

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  5. Essas fofocas de origem duvidosa e ofensas por demais acintosas fazem transparecer a campanha da esquerda rançosa.

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