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Tropa sem ordem unida

Tão cedo haverá reforma da Previdência

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 20h16 - Publicado em 10 out 2018, 07h00

O capitão é ele, como já disse mais de uma vez, a mais recente quando desautorizou publicamente um monte de coisas absurdas que seu candidato a vice, o general Hamilton Mourão, andou dizendo, e ontem voltou a repetir.

Mas como a tropa carece de comando, Jair Bolsonaro se verá obrigado a intervir outra vez para dizer quem tem razão no caso da reforma da Previdência – se o economista Paulo “Posto Ipiranga” Guedes ou se o deputado Onyx Lorenzoni (DEM).

Cotado para a chefia da Casa Civil em um eventual governo Bolsonaro, Lorenzoni disse que a reforma da Previdência não faz parte do programa do seu chefe, e que não ajudará o atual governo a aprová-la este ano. Guedes já disse o contrário e tem pressa.

Ao falar sobre a reforma, mas sem se referir à divergência entre Guedes e Lorenzoni, Bolsonaro, ontem, pareceu mais alinhado com o deputado: “Não adianta uma proposta que aos olhos apenas de economistas é maravilhosa, mas que não passa no parlamento”.

Como ficarão os deputados e senadores que haviam se comprometido com o governo Temer a votar o arremedo de reforma da Previdência até o fim deste ano? Deixar a reforma para o ano que vem significa retomar as negociações a partir do zero.

Bolsonaro evitou detalhar como seria sua reforma, quando nada porque Guedes não estava ao seu lado para orientá-lo sobre o que dizer. Ele considera uma “porcaria” a reforma de Temer, segundo contou Lorenzoni. O futuro promete muita diversão.

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