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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Tatuagens

Psicanálise da Vida Cotidiana

Por Carlos de Almeida Vieira - 15 maio 2019, 14h00

O amor surgiu entre tuas tatuagens,

Descrevendo imagens, curvas, labirintos e mistérios,

Tua pele morena escondida entre figuras,

Os Deuses clamaram do Olimpo a tua chegada.

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Lábios arroxeados, mãos finas e esguias, olhos negros,

Uma turbulência nos gestos e movimentos,

ondas revoltas de paixão,

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o corpo escultural denunciava o porvir.

 

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O amor veio em tua ternura, candura,

O mar sabe quando oscila em ondas

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O frêmito da paixão e a acalmia da paz.

O mar sabe do ir e vir ainda que haja momentos de calma.

 

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Tuas tatuagens encondem um arco-íris de figuras caleidoscópicas

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Tua voz rouca, bemolizada,

Uma sonata a dois instrumentos procurando o Som

A música inaudível que soará logo nos allegros e adágios.

 

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Mahler osquestrou para mil instrumentos,

Mozart, brincando de menino compôs sonatas infindas

Beethoven bradou o grito da imponência,

Debussy soube olhar o mar e visualizou a tua alma cálida.

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Ah! Que saudade do tempo que não te conhecia

Ah! Que ímpeto de paixão ao ver teu corpo e tua alma num conjunto

Ah! Que brilhos nos olhos dos dois amantes

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Alucinando o futuro e no presente

{alumbramentos}

Um dia te verei sobre rochedos,

Olhando o mar em ti e em nós,

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Voaremos não sei o destino

O que  importa é a experiência do presente.

 

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Carlos de Almeida Vieira é alagoano, residente em Brasília desde 1972. Médico, psicanalista, escritor, clarinetista amador, membro da Sociedade de Psicanálise de Brasília, Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e da International Psychoanalytical Association 

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