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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Reforma tributária: por uma consulta ampla, geral e irrestrita

Empresários dizem não a Paulo Guedes

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 18h48 - Publicado em 23 jul 2020, 09h00

O ministro Paulo Guedes, da Economia, pediu, ontem à noite, a empresários do setor de serviços que pressionem o Congresso Nacional para que aprove o novo tributo sobre transações, que deverá financiar a desoneração da folha.

Das muitas perguntas que se poderia fazer a propósito, escolha uma, ou mais de uma:

* Se o novo tributo fará bem a todo mundo, e não somente aos empresários, por que Guedes não se dirige indistintamente aos brasileiros e pede que pressionem o Congresso?

* Por que de fato só beneficiará aos empresários?

* Por que Economia é assunto que só deve ser discutido com quem é do ramo?

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* Por que Guedes não sabe falar uma língua que todos entendam?

* Por que o Congresso é insensível à pressão popular, mas não é a dos donos do dinheiro?

Descarte-se parte da última pergunta. A prorrogação do Fundeb, o fundo que financia a educação básica, foi mais uma prova de que o Congresso é também sensível à pressão popular. O governo é que não foi, e tentou sabotar a prorrogação até quando não deu mais.

Aprovada a prorrogação, Bolsonaro ainda teve a cara de pau de celebrar como se tivesse alguma coisa a ver com ela. Da mesma maneira procedeu quando só queria conceder o auxílio emergencial de 200 reais e o Congresso acenou com um de 500.

De volta as Guedes: os empresários do setor de serviços, alvos do apelo feito pelo ministro, se disseram radicalmente contrários ao novo tributo proposto por ele. Querem apenas a desoneração das folhas de pagamento. E segue o baile!

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