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Recife está fervendo

A hora da virada contra o PSB parece ter chegado

Por Ricardo Noblat Atualizado em 21 nov 2020, 09h24 - Publicado em 21 nov 2020, 09h00

Depois de São Paulo, é no Recife que a campanha para prefeito no segundo turno está cada vez mais nacionalizada. Menos pelo discurso dos dois candidatos primos – João Campos (PSL), bisneto do ex-governador Miguel Arraes, e Marília (PT), neta.

Mais pela intervenção na disputa de nomes políticos de peso no país, de olho nas eleições de 2022. Marina Silva (REDE), três vezes candidata a presidente da República, gravou um vídeo onde pede votos para Campos. Cogita de ir ao Recife.

Por lá, amanhã, desembarca Ciro Gomes (PDT), também três vezes candidato a presidente da República, e em campanha desde já para suceder Jair Bolsonaro. Ciro participará de um ato de campanha de Campos, cuja candidata a vice é do PDT.

Lula pensou em ir ao Recife apoiar Marília, mas recuou. O antipetismo na cidade é forte. Então anunciou que irá à posse dela como prefeita. Chico Buarque gravou vídeo em favor de Marília. E Fernando Haddad visitará Marília na próxima semana.

Enquanto isso, por debaixo dos panos, o senador Humberto Costa, que manda no PT estadual, continua boicotando os esforços de Marília para ser eleita. O PT de Costa tem cargos no governo do PSB e não quer perdê-los.

No primeiro turno da eleição, o PSB foi derrotado nas principais cidades da Região Metropolitana do Recife, do Agreste e do Sertão. Se perder a prefeitura do Recife, arrisca-se daqui a dois anos a perder também o governo.  

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