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Quanto o Centrão embolsou para adiar as eleições

Blefou e ganhou

Por Ricardo Noblat - Atualizado em 2 jul 2020, 10h30 - Publicado em 2 jul 2020, 09h00

O sonho do Centrão era concorrer às próximas eleições sem adversários em milhares de municípios onde manda nas prefeituras e nas Câmaras de Vereadores. Por impossível, o melhor seria que as eleições ocorressem na data marcada – início de outubro e final do mesmo mês. A oposição teria menos tempo para se organizar até lá em meio à pandemia.

A transferir as eleições para novembro e, em alguns casos, até para dezembro, cobrava algo como cerca de 6 bilhões de reais a título de ajuda aos municípios, do contrário votaria contra na Câmara dos Deputados. Levou o que pedia, e disputará as eleições em vantagem. Contou com a boa vontade do governo que precisa de sua ajuda para barrar pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

E contou também com a resignação da Justiça Eleitoral. Dada as circunstâncias de o país atravessar uma pandemia que se tornará crônica até que se invente uma vacina contra o Covid-19, a Justiça Eleitoral dispunha de poderes para adiar as eleições à revelia do Congresso. Preferiu não comprar essa briga. Seria desgastante para sua imagem. O Centrão agradece.

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