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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pelo bem do país, Eduardo Bolsonaro diz que fica!

Melhor já ir se acostumando...

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 19h22 - Publicado em 23 out 2019, 08h00

É fato que a embaixada do Brasil em Washington poderia servir aos Bolsonaros para acertar capilés futuros capazes de ajudá-los na eleição presidencial de 2022. Mas haverá outra eleição logo mais, para prefeitos, vereadores e deputados estaduais.

No momento, controlar o PSL é mais importante. Não só por causa do caixa do partido – de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões por mês, uma oferta dos fundos partidário e eleitoral. Mas porque o Bolsonaros precisam de um partido para chamar de seu.

Onde abrigar os candidatos da família, de preferência os escolhidos por ela e por ela escalados para disputar determinados cargos? A deputada Joice Hasselmann, por exemplo. Ela é do PSL e quer ser candidata a prefeita de São Paulo.

Os Bolsonaros não querem. Pensam em outro nome – talvez o de Datena, apresentador da TV Bandeirantes. Se conseguem tomar o PSL do deputado Luciano Bivar (PE), seu presidente, passarão a dar as cartas dentro do partido. Não foi assim no ano passado?

Com Bivar temporariamente afastado da presidência, os Bolsonaros pintaram, rolaram e elegeram não só uma bancada robusta de deputados federais ao seu gosto, como governadores e senadores em muitos Estados. Alguns deputados os traíram depois, mas…

Essa é mais uma razão para que tentem retomar o que consideram deles. Seus trunfos para ganhar a parada contra Bivar são muitos e poderosos. Só a máquina do governo já faz uma enorme diferença. Dinheiro à beça, cargos à beça, favores, o escambau.

Foi por isso que o deputado Eduardo Bolsonaro, o Zero Três, rendeu-se aos argumentos do pai e trocou o cargo de embaixador pelo cargo de líder do PSL na Câmara. No seu discurso do “fico”, ele disse que aqui permanecerá para lutar pelo conservadorismo.

Parecia cansado depois de ter atravessado correndo os três anexos do prédio da Câmara para fugir de jornalistas que o assediavam. Melhor já ir se acostumando.

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