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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Para onde irão os que apoiam Alckmin

Entre Ciro e Bolsonaro

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 20h20 - Publicado em 16 set 2018, 07h00

Peça tudo a um político, menos que se suicide. É por isso que nas fileiras do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) avança a discussão sobre o próximo passo caso ele fique de fora do segundo turno da eleição presidencial.

A maior parte dos políticos de vários partidos que se abriga sob a sigla de Centrão está disposta a trocar Alckmin por Ciro Gomes (PDT) a partir da próxima semana. De fato, a troca já começou a ser feita. Mas deverá se intensificar daqui por diante.

Não haverá anúncio oficial. Será cada um por si e de acordo com suas circunstâncias. Desde já, há os que admitem aderir à candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL). A adesão será em massa se no segundo turno ele enfrentar Fernando Haddad (PT).

A quem pergunta, o ex-prefeito João Doria, candidato a governador de São Paulo, diz estar convencido de que Alckmin irá para o segundo turno. Lorota! Dória irá para o segundo turno e apoiará Bolsonaro, que no Estado atrai mais votos do que Alckmin.

Por ora, a única estrela do PSDB que anunciou seu apoio a Haddad contra Bolsonaro foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O senador José Serra deverá fazê-lo. Candidato ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) ainda não sabe o que fará.

Quanto a Alckmin… Uma vez que não chegue ao segundo turno, não apoiaria Bolsonaro nem Haddad. Os dois serão os principais alvos dos seus ataques nesta reta final do primeiro turno. Alckmin não se sentiria confortável na companhia de nenhum deles.

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