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O que pode esconder as revelações feitas por Wajngarten

“Há algo de podre no reino da Dinamarca”

Por Ricardo Noblat Atualizado em 23 abr 2021, 09h58 - Publicado em 23 abr 2021, 09h00

O que moveu o publicitário Fábio Wajngarten, ex-secretário de comunicação do governo Bolsonaro, a dizer à VEJA que houve ‘incompetência’ e ‘ineficiência’ do Ministério da Saúde ao lidar com a Pfizer, farmacêutica que ofereceu no ano passado um lote de 70 milhões de vacinas contra a Covid-19?

Embora sem apontá-lo diretamente como o principal responsável por isso, por que Wajngarten, demitido da secretaria pelo ministro Fábio Faria (PSD-RN), das Comunicações, deixou em situação tão embaraçosa o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, que acabou cedendo o lugar ao médico indicado pelo Centrão?

Quis prestar mais um favor ao presidente Bolsonaro, a quem poupou de críticas e garantiu nada ter tido a ver com a frustração da compra da vacina da Pfizer à época? Quis emergir do ostracismo a que foi relegado ao revelar como já foi importante e tudo fez ao seu alcance para que o negócio fosse fechado?

A proposta não vingou e foi uma das razões que levaram ao atraso no cronograma de vacinação do País. Wajngarten ofereceu-se para depor na CPI da Covid que será instalada no Senado na próxima semana. Com qual intenção? Para defender-se da suspeita de que como empresário se beneficiaria do negócio?

Razão de sobra tinha o general Edson Leal Pujol, comandante do Exército, quando disse a Pazuello que ele “ferrara” sua Arma pelo menos duas vezes. A primeira, ao aceitar ser ministro da Saúde sem antes pedir passagem para a reserva. A segunda, ao curvar-se a todas as vontades de Bolsonaro enquanto foi ministro.

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