Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana
Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Esquartejamento do Ministério da Economia virá em 2021

Bolsonaro quer ser o candidato do centro

Por Ricardo Noblat Atualizado em 18 nov 2020, 19h55 - Publicado em 12 out 2020, 09h00

O presidente Bolsonaro tratou como fake news, e Paulo Guedes chamou de “conversa fiada” o esquartejamento do Ministério da Economia para que sejam recriados os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Previdência e Trabalho.

Mas o assunto está sendo estudado de olho na eleição presidencial de 2022, segundo o TAG REPORT, boletim semanal das jornalistas Helena Chagas e Lydia Medeiros. Os novos ministérios abrirão mais espaço para consolidar a aliança entre Bolsonaro e o Centrão.

É consenso entre os que cercam mais de perto o presidente que o ministério da Economia, pelo tamanho que tem, tornou-se um latifúndio impossível de ser bem administrado. Seu fatiamento interessa ao Centrão, mas também ao MDB.

Junte-se a fome dos partidos por cargos com a vontade de Bolsonaro de comê-los para construir uma base forte capaz de sustentar sua reeleição – e o resultado deverá ser o que Guedes não gostaria que fosse. E daí? Sem Bolsonaro, ele perderá o emprego.

Enquanto muitos dos seus adversários sonham com um candidato de centro que possa derrotá-lo daqui a dois anos, Bolsonaro manobra para disputar a eleição com o perfil de candidato de centro. A direita mais extrema irá com ele à falta de alternativa.

Continua após a publicidade
Publicidade