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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Eduardo, Jair e as hienas

Tal pai, tal filho

Por Ricardo Noblat 31 out 2019, 16h13

Cobrem do pai, não do filho, o que disse o deputado Eduardo Bolsonaro sobre a possibilidade de o governo editar um novo Ato Institucional nº 5 se o país entrar em convulsão social como o Chile e outros países entraram. Eduardo, assim como seus irmãos, pensa como o pai e repete o que ele diz ou não quer dizer.

Quem puxou aos seus não degenera. Ou melhor: degenera, sim, como os seus. Eduardo foi escalado pelo presidente Jair Bolsonaro para ser seu herdeiro político. Flávio, o senador, parceiro de Queiroz em desvio de dinheiro público, está queimado. De resto, não leva jeito de herdeiro. É moderado demais para o gosto do pai.

Carlos Bolsonaro, o vereador, não quer ser o herdeiro. Por ele, sequer teria entrado na política. Mas o pai precisava de um filho para derrotar a própria mãe, vereadora no Rio e, à época, candidata à reeleição. Nem Flávio nem Eduardo se prestaram a esse papel. Carlos, que morava com o pai, prestou-se.

O que Eduardo diz jamais se escreveria não fosse o fato de ele ser filho de quem é. Como no passado o que Jair dizia aos berros na Câmara ninguém escrevia, salvo as estenógrafas. Mas além de filho, Eduardo quis ser embaixador apesar de não saber conjugar o verbo to be. À falta de votos para tal, virou líder do PSL na Câmara.

Por essas razões é impossível ignorá-lo. Tanto mais quando provoca uma resposta dura do presidente da Câmara. Rodrigo Maia (DEM-RJ) considerou “repugnante” a fala de Eduardo e sugeriu que ele poderá ser punido. Maia soltou as hienas que outra vez cercam os Bolsonaros. Eles fazem por merecer.

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