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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Cadeia para Sara Winter, a militante neonazista

Justiça fecha os olhos

Por Ricardo Noblat - Atualizado em 2 Jun 2020, 12h37 - Publicado em 2 Jun 2020, 09h00

O que falta fazer ou dizer para ser presa Sara Winter, a bolsonarista neonazista financiada ainda não se sabe por quem, protegida é de se imaginar por quem, que ameaça a vida de ministros do Supremo Tribunal Federal, marcha carregando tochas acesas sobre o prédio do tribunal e, intimada a depor, se recusa a ir?

Na última sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República pediu sua prisão preventiva ao Ministério Público Federal em Brasília. O procurador Frederick Lustosa de Melo ainda não deu andamento ao pedido. Winter deverá depor esta tarde na Polícia Federal. Em vídeo postado, ontem, nas redes sociais, avisou que não irá.

Ela está na lista de alvos do inquérito das fake news presidido pelo ministro Alexandre de Moraes. Na semana passada, agentes federais foram à sua casa, em Brasília, atrás de documentos, celulares e computadores. A ativista reagiu por meio de um vídeo onde afirmou:

– Me aguarde, sr. Alexandre de Moraes. Nunca mais vai ter paz na sua vida. Descobrir os lugares que o senhor frequenta. Vamos infernizar sua vida, até o senhor pedir para sair. Hoje o senhor tomou a pior decisão da sua vida.

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Sara lidera um grupo de homens armados que montou um acampamento na Esplanada dos Ministérios. Por duas vezes, o Ministério Público do Distrito Federal pediu o fim do acampamento. Por duas vezes, a Justiça do Distrito Federal negou, alegando que o caso deve ser analisado pela Justiça criminal.

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