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Bolsonaro perde o fôlego, Alckmin patina, Huck vem aí

O caldeirão esquenta

Por Ricardo Noblat 31 jan 2018, 05h46
Jair Bolsonaro
O deputado Jair Bolsonaro Antonio Milena/VEJA

O deputado Jair Bolsonaro já não parece mais com aquele que tanto medo metia nos demais aspirantes a candidato à sucessão de Temer. Tudo bem que pesquisa aplicada à tamanha distância do dia da eleição não passe de uma carta de intenção de voto.

Mas a carta registrada pelo Datafolha dá conta que Bolsonaro parou de crescer – e isso é muito ruim para ele, um quase sem partido, filiado a um insignificante, sem perspectivas de atrair algum mais graúdo, e condenado a não dispor de tempo de propaganda na tv.

Bolsonaro não só parou de crescer – oscilou negativamente em todos os cenários testados pelo Datafolha. Se disputasse o segundo turno contra Lula, perderia por uma diferença de 17 pontos percentuais. Contra Marina Silva, perderia por uma diferença de 10 pontos.

Se não puderem votar em Lula, 31% dos seus eleitores dizem que votarão em branco ou anularão o voto. Mas 15% passariam a votar em Marina, 14% em Ciro Gomes, 8% em Luciano Huck, 7% em Bolsonaro e 6% em Geraldo Alckmin.

Luciano Huck é entrevistado por André Petry, diretor de redação de VEJA Antonio Milena/VEJA.com

Enquanto Bolsonaro perde fôlego, Alckmin patina em todos os cenários testados pelo Datafolha com percentuais que vão de 6% a 11%. O aspirante a candidato que periodicamente renova sua disposição em não ser, Huck, está na cola de Alckmin.

Imagine se até final de março próximo, com Alckmin devagar quase parando, Huck der o dito pelo não dito e anunciar que topa ser candidato, sim… O que será de Alckmin? É possível que na pesquisa seguinte acabe comendo a poeira provocada pelo caldeirão Huck.

A vida de Alckmin não está fácil. E não há sinais de que possa melhorar.

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