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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bolsonaro faz a aposta mais arriscada da sua vida

Tudo pela reeleição

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 19h00 - Publicado em 16 abr 2020, 09h00

O rompimento no ano passado da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, matou 253 pessoas.

A morte inaugural do coronavírus ocorreu no último dia 17. Em um mês, o número de mortos equivale a quase 7 Brumadinhos.

Morreram nas últimas 24 horas 204 pessoas. É possível que hoje morram mais de 240. Em breve, talvez 1 Brumadinho por dia.

O pico da pandemia é esperado em maio e junho. Em seguida haverá uma baixa no número de mortos e de contaminados.

Teme-se mais uma ou duas ondas. O Ministério da Saúde calcula que em setembro o país ainda estará enterrando seus mortos.

Haveria momento mais contraindicado para mudar a linha de frente do combate ao coronavírus? Quem ganhará com isso?

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Quanto tempo levarão o novo ministro e sua equipe para dominar a máquina do ministério e se familiarizar com a situação?

Espera-se do sucessor do ministro Mandetta que trabalhe afinado com o presidente da República e siga sua orientação.

Se não for assim, por que trocar de ministro? Não faria sentido. À vida de pessoas, o presidente opõe a salvação da Economia.

É uma falsa dicotomia porque a Economia tão cedo sairá do atoleiro causado pelo vírus. Nem aqui nem em parte alguma.

Bolsonaro sabe disso. Mas como só pensa e age de olho na reeleição, quer atender ao que pedem seus devotos.

Só perde apoio desde que se propôs a tratar a pandemia como se fosse uma gripezinha. Imagina que se recuperará mais adiante.

É a aposta mais arriscada que já fez na vida. Que nenhum outro chefe de Estado está fazendo. E que poderá lhe custar o mandato.

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