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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A eleição dos generais

Procuração para governar

Por Ricardo Noblat 9 set 2018, 08h00

Quando culpa a mídia pelo atentado a Jair Bolsonaro, o que pretende o general da reserva Augusto Heleno, ex-comandante das tropas brasileiras no Haiti, e conselheiro do candidato?

Intimidar a mídia, jogar a população contra ela, calá-la ou torná-la irrelevante. É o sonho da direita extremada que aqui nunca chegou ao poder pelo voto, mas parece próxima disso.

Quando defende o coronel Brilhante Ulstra, o único militar acusado pela Justiça de torturar presos da ditadura de 64, o que pretende o general da reserva Antonio Mourão, vice de Bolsonaro?

Primeiro expor o que de fato pensa a respeito de ditadura e tortura. Segundo assustar os que apoiam os demais candidatos a presidente ou que possam apoiá-los.

A propósito de Ulstra, Mourão disse que “os heróis também matam”. Em entrevista a GloboNews, admitiu que Bolsonaro eleito poderá aplicar o “autogolpe”, provocando nova intervenção militar.

Desde o fim da ditadura que durou 21 anos, os militares jamais tiveram um candidato a presidente para chamar de seu. Agora, tem. Um paisano disposto a governar em nome deles.

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