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Murillo de Aragão Por Murillo de Aragão

‘Viradas’ no 2º turno em São Paulo são historicamente improváveis

Levantamento da Arko Advice mostra que, das seis disputas de segundo turno ocorridas em São Paulo desde 1992, em apenas uma oportunidade houve virada

Por Murillo Aragão Atualizado em 18 nov 2020, 15h44 - Publicado em 18 nov 2020, 14h31

Levantamento realizado pela Arko Advice mostra que das seis disputas de segundo turno ocorridas em São Paulo desde 1992, em apenas uma oportunidade – 2012 – o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno “virou” a eleição no segundo turno.

Em 2012, a virada de Fernando Haddad (PT) sobre José Serra (PSDB) ocorreu porque a distância do primeiro para o segundo colocado no primeiro turno era de apenas 1,77% dos votos válidos.

Mesmo em 2004 e 2008, quando as diferenças do primeiro para o segundo colocados foram de 7,74% a 0,82%, respectivamente, não houve virada.

Em 1992 (18,17%), 1996 (22,10%) e 2000 (17%), quando a diferença do primeiro para segundo colocado superou os dois dígitos, quem venceu o primeiro turno confirmou o resultado no segundo turno.

Esta distância é similar a registrada entre Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) no primeiro turno deste ano, quando Covas livrou 12,61% dos votos válidos sobre Boulos.

Embora a eleição na capital paulista não esteja decidida, esse histórico aponta que a possibilidade de Boulos virar a eleição, é improvável.

Outro aspecto importante das disputas de segundo turno é a vantagem do centro/centro-direita sobre a esquerda. Nas seis disputas em que houve o embate entre esses dois campos, em apenas duas delas – 2000 e 2012 – a esquerda superou o centro/centro-direita.

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