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Eleição presidencial vai chegando e sobra até para Melania Trump

Vale tudo na arrancada para novembro e aparece até amiga falsiane que gravou a mulher do presidente em segredo, para tentar detoná-la

Por Vilma Gryzinski - Atualizado em 28 ago 2020, 14h43 - Publicado em 28 ago 2020, 08h52

Melania Trump acha a enteada muito enxerida e não considera o marido um exemplo irretocável de virtudes, embora o admire.

Muitas mulheres se identificariam com esta situação, mas Melania Trump foi retratada nela de maneira infame: uma de suas raras amigas mais íntimas, Stephanie Winston Wolcoff, aproveitou a proximidade que tinha com ela para tentar escavar situações constrangedoras.

Tudo o que conseguiu, através do método sórdido de gravar a amiga secretamente com o celular, está no livro Melania & Me. Não é muita coisa.

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Para promover o livro, lançado justamente para aproveitar a fase em que a campanha presidencial vai ficando mais quente – faltam apenas 66 dias -, Stephanie está mostrando as gravações a jornalistas que prometam dar um espaço bem grande para o assunto.

Resumo do assunto que ela acha mais importante: quando foi trabalhar no cerimonial do futuro governo, Ivanka Trump tentou ocupar um lugar de destaque, ao lado do pai, na posse, mas ela e Melania escolheram os assentos de forma a deixar no primeiro plano o presidente, a mulher e o filho caçula, Barron (hoje com 14 anos e mais alto que o pai, de 1,90 metro).

Nossa, que espanto.

O pré-lançamento do livro de Stephanie também coincidiu com a convenção republicana – quase toda virtual por causa do vírus, mas um pouco, bem pouquinho, mais assistível do que a chatice sem fim da democrata.

Melania fez um discurso considerado razoável,  com toque de simpatia pelas vítimas do coronavírus e suas famílias.

Pelo menos não caiu na armadilha de seu último discurso de campanha: a assessora responsável por escrevê-lo copiou trechos inteiros de uma fala de Michelle Obama.

Segundo a jornalista Mary Jordan, autora de um outro livro sem revelação nenhuma sobre Melania, ela ficou arrasada quando foi massacrada na mídia por causa disso – mas a assessora foi perdoada.

Melania evidentemente não gosta de falar em público e ainda tem um sotaque forte por causa de sua língua pátria, o esloveno.

“Meu Deus, ela ainda não sabe falar inglês”, trolou a veterana atriz Bette Midler. “Tirem esta estrangeira ilegal do palco”.

É quase inacreditável que nos Estados Unidos, onde o politicamente correto virou um equivalente ao culto ao ser supremo, alguém fale isso, mesmo que seja contra um alvo fácil como a mulher do presidente.

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Bette Midler, que não vem de uma família exatamente procedente do Mayflower – ao contrário, a mãe era costureira, como a mãe de Melania, e o pai pintor (mecânico no caso da da mulher de Trump), depois se desculpou assim:

“Eu errei ao fazer piada com o sotaque dela. A América é feita de pessoas que falam com todo tipo de sotaque”.

Pelo menos ela não chamou Melania de prostituta, não propriamente nesses termos, como fez a finíssima cantora Cardi B.

A cantora (nome verdadeiro: Belcalis Almanzar) está tão envolvida em política que até já fez uma entrevista com Joe Biden. O candidato democrata não parecia saber exatamente com quem estava falando.

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Com sua beleza intimidante, equilibrada nos saltos mais altos que a Louboutin consegue fazer e envolta em roupas das grandes grifes (usou Alexander McQueen verde oliva no discurso da convenção), Melania Trump não é o tipo de mulher com que a massa consegue se identificar de imediato.

Melania joga com as cartas coladas no peito e, fora da família – os pais e a irmã -, não se abre com ninguém.

Mary Jordan, a jornalista do Washington Post que escreveu sua biografia, disse que já tinha feito reportagens sobre “um chefe de cartel e uma princesa japonesa, mas nada se compara a tentar entender Melania”.

A revelação mais instigante que fez: Melania renegociou seu contrato pré-conjugal durante a campanha vitoriosa do marido, buscando garantir uma posição mais favorável ao filho nas empresas da família, já dominadas pela prole mais velha. E para ela, supostamente.

A jornalista também fala da tensão entre enteada e madrasta, uma chamada de Princesa pela outra, ou de Retrato, no sentido oposto (pelo silêncio habitual).

Para o Serviço Secreto, que sempre usa um codinome para seus protegidos, ela é Musa.

Os trumpistas a veneram e os arrecadadores de doações de campanha, pré-coronavírus, disputavam sua presença bem relutante.

A falta de amigos íntimos – e daqueles que falam – dificulta decifrar o que ela pensa. E a traição Stephanie Winston Wolcoff não vai ajudar muito a incentivar mais confidências.

Ex-produtora dos bailes temáticos no Metropolitan, promovidos pela revista Vogue, Stephanie foi expelida da Casa Branca depois que começou a ser divulgado pela ela havia cobrado nada menos que 26 milhões de dólares pelas despesas de montagem das festas da posse. 

Para o próprio bolso, levou 500 mil dólares.

Quem precisa de inimigas com uma amiga dessas?

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