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Dez motivos para a surpreendente resistência de Donald Trump

Ainda falta o bater do martelo e o resultado pode ser outro, mas só o que foi apurado até agora já mostra que o presidente é osso duro de roer

Por Vilma Gryzinski 4 nov 2020, 06h46

Contra tudo e contra todos, mais uma vez, Donald Trump tira surpresas da cartola para mostrar que, no mínimo, o passeio de Joe Biden era uma miragem. No máximo, claro, ele ganhou.

Alguns motivos:

1.      É a economia, pessoal. Todas as pesquisas com eleitores mostraram que a preocupação maior do eleitorado é com a situação econômica. O coronavírus vem em segundo lugar, apesar dos esforço dos democratas em transformar a eleição num plebiscito sobre a atuação do presidente no combate à pandemia.

2. É a Flórida, também. “Cubanos” e “venezuelanos”, suspiravam inconformados comentaristas, admitindo, indiretamente, que a esquerdização do Partido Democrata não pegou bem com quem conhece as maravilhas do socialismo real. Ganhar a Flórida foi vital.

3. É o candidato. Joe Biden chegou ao dia da eleição coroado como um homem bom e decente, o tipo de presidente normal pelo qual o país ansiava. Muitos americanos se deram ao luxo de discordar. A idade e a falta de dinamismo provavelmente pesaram.

4. É o já ganhou. Quando todas as pesquisas e a esmagadora maioria dos meios de comunicação dizem que a vitória está na mão, inevitavelmente se instala o clima de vitória antecipada e decisões táticas começam a vacilar.

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5. É o podemos ganhar. A campanha republicana mudou de rumo e Donald Trump saiu do hospital onde foi internado com Covid-19 praticamente renascido, jogando-se num itinerário de tirar o fôlego de homens com a metade de sua idade.

6. É o fator entusiasmo. A sequência de comícios a fato – nos aeroportos das cidades visitadas – mostrou um Trump no puro estilo populista, interagindo como nunca com plateias que gritavam “Superman” e “Nós te amamos”. Os comícios foram o único contraponto à cobertura maciça da imprensa que já dava Biden por eleito.

7. É o “voto secreto”. Aos comícios e carreatas iam os trumpistas convictos, assumidos. Às urnas – ou aos correios – foram os que prefeririam não declarar o voto num candidato descrito maciçamente como “racista” e outros epítetos. Votar num racista os tornaria a mesma coisa aos olhos estranhos.

8. São as minorias que mudaram de lado. Trump subiu três pontos entre negros, hispânicos e asiáticos, currais tradicionais do Partido Democrata.

9. É a luta de classes. Uma pesquisa do site Bloomberg mostrou que o grosso das contribuições individuais para Joe Biden veio das universidades, de funcionários públicos e das empresas de tecnologia. Trump levou mais de funcionários de empresas de entrega, do gigantesco Walmart e de militares.

10. São as pesquisas. Erraram. De novo.

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