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Valter Hugo Mãe vence o Prêmio Portugal Telecom 2012


O escritor português Valter Hugo Mãe venceu na noite desta segunda-feira o Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa. Ele recebeu dois prêmios pelo livro a máquina de fazer espanhóis (Cosac Naify): o de melhor romance e o Grande Prêmio Portugal Telecom 2012. Pelos dois troféus, ele receberá 100 mil reais.

O livro de Hugo Mãe, que narra a história de um barbeiro idoso que, após a morte da mulher, passa a viver num asilo e revê sua trajetória, derrotou, na categoria romance, os escritores Bernardo Kucinski, com seu primeiro romance K, Michel Laub, com Diário da Queda, e Julián Fuks, com Procura do Romance. O escritor português disse ter pensado no seu pai ao escrever o romance, que é também uma metáfora poderosa da situação econômica de Portugal antes da atual crise — o país vinha perdendo gente para a Espanha.

No ano passado, ele esteve na Flip para divulgar o livro, e acabou se tornando o maior fenômeno instantâneo de popularidade da história do evento. Os 500 exemplares levados para divulgação de a máquina… esgotaram-se no dia seguinte da mesa em que participou. “Seria até imbecil da minha parte imaginar algo assim. Ao chegar, pensava que conhecer Elza Soares seria o meu prêmio maior”, disse, na época, em entrevista ao site de VEJA.

Na categoria conto, o vencedor do Portugal Telecom foi o — recluso — curitibano Dalton Trevisan pelo livro O Anão e a Ninfeta (Record), que traz 40 contos inéditos que retratam personagens ordinários em meio a cenas de violência e erotismo intenso. Ele concorria com Sérgio Sant’Anna, com O Livro de Praga, João Anzanello Carrascoza, com Amores Mínimos, e Evando Nascimento, com Cantos do Mundo. Foi um ano e tanto para Trevisan, que em maio venceu o Prêmio Camões de Literatura 2012, o mais importante da língua portuguesa.

Já na categoria poesia, Nuno Ramos venceu com Junco (Iluminuras). Ele venceu três concorrentes: Escarpas, do poeta português Gastão Cruz, Vesúvio, de Zulmira Ribeiro Tavares, e Da Arte das Armadilhas, de Ana Martins Marques. Tanto Trevisan como Ramos receberão 50 mil reais.

 

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  1. Comentado por:

    Alessandro

    Que novidade! Este tipo de premiação acabou virando “panelinha”, ou seja, ganha o autor que é o querido do momento. Veja o caso do Jabuti, ganhou um que é desconhecido e pior um dos jurados da premiação é conhecido dele. É triste constatar que nem o Nobel, que é considerado o importante prêmio literário do mundo escapou disso. Foi descoberto que um dos jurados é tratador do autor, com cara de tartaruga que, embora escreva sobre as mazelas do povo chinês, apoia o Governo. É por isso que não dá mais para levar esse tipo de premiação a sério, foi o tempo que os melhores eram reconhecidos. Agora o que vale é o favorecimento e os contatos dentro do meio literário. Isso é muito triste.

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