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Por que ler — e não ver — ‘O Grande Gatsby’

Por Maria Carolina Maia - Atualizado em 31 jul 2020, 06h05 - Publicado em 7 jun 2013, 09h29

Maria Carolina Maia

Há cerca de um mês, desde que O Grande Gatsby do diretor australiano Baz Luhrmann (Moulin Rouge) estreou no circuito comercial americano e em seguida fez o seu debute internacional no 66º Festival de Cannes, não se fala de outra coisa: como o longa se tornou mais uma tentativa fracassada de adaptar para as telas do cinema a obra-prima do americano F. Scott Fitzgerald. Antes dele, três tentaram, sem sucesso. Em 1926, apenas um ano depois da publicação do livro, Herbert Brenon apresentou sua versão, muda, para o clássico da era do jazz. Em 1949, Jay Gatsby, o anti-herói romântico que sobe na vida de maneira ilícita para reconquistar um (rico) amor de juventude. Vinte e cinco anos mais tarde, era a vez de Mia Farrow e Robert Redford assumirem os papéis que agora estão com Leonardo DiCaprio e Carey Mulligan, em uma produção que tinha de nostalgia o que a nova tem de glitter. Cada uma, como se vê, atirou para um lado. E nenhuma acertou a alma de O Grande Gatsby.

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Razões não faltam, desde o fato tantas vezes confirmado de que um filme não pode substituir um livro. Por questão de espaço, mesmo: não cabe em um longa-metragem de duas ou três horas todo o conteúdo que se deita nas páginas de um livro. Mesmo que esse livro, como é o caso do título de Fitzgerald, seja curto, de pouco mais de cem páginas.

Na lista abaixo, você encontra outros pontos que explicam por que a leitura é imprescindível. E por que, afinal, é melhor investir no livro e não no longa. Se nenhuma delas for suficiente, resta ainda aquela que é capaz de convencer até mesmo um papa: na praça há anos, e por diversas editoras,  O Grande Gatsby tem exemplares mais baratos que um ingresso de cinema.

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