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Isabela Freitas se diz pioneira de youtubers: ‘Das primeiras’

Por Maria Carolina Maia Atualizado em 30 jul 2020, 21h59 - Publicado em 30 ago 2016, 16h54
A blogueira Isabela Freitas na Bienal do Livro de SP (Foto: Rafael Aloi)

A blogueira Isabela Freitas na Bienal do Livro de SP (Foto: Rafael Aloi)

Rafael Aloi

A edição atual da Bienal do Livro de São Paulo está repleta de youtubers que migraram da internet para as páginas das editoras. Entre os diversos convidados, está Isabela Freitas, que ficou famosa com o blog que criou para curar uma ressaca amorosa, muito antes dos vídeos se tornarem um fenômeno digital. Com 25 anos, a mineira, que já lançou dois livros, Não se Apega, Não;  e Não se Iluda, Não, ambos pela editora Intrínseca, é praticamente uma avó dos youtubers. “Eu fui umas das primeiras da internet a vir para os livros. Acho que fui pioneira. Agora, está todo mundo seguindo essa onda”, disse durante a sessão de autógrafos na Bienal, na manhã desta terça-feira.

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A blogueira, escritora e agora também youtuber acredita que muitas pessoas têm preconceito com celebridades de internet que lançam um livro. Mas ela refuta as críticas e vê essa nova onda como algo positivo para a leitura no Brasil. “Os youtubers estão arrastando uma multidão de jovens para o universo dos livros. Eu mesmo ouço pessoas falando que não gostavam de ler e viraram leitores assíduos depois do meu livro. Não se deve criticar. Eu acho que tem um grande ponto positivo nisso tudo, que é esse novo estímulo”, analisa Isabela. “Quando você cria algo já querendo ser famoso, acho que perde todo o propósito. O segredo é fazer com paixão e sinceridade.”

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Os livros de Isabela podem ser considerados uma mistura de ficção com autoajuda. E mais uma vez a escritora sente um certo preconceito com o gênero de conselhos. “Autoajuda demais enjoa. Por isso, gosto de misturar ficção, e experiências pessoais para preencher a história e empolgar. Aquele livro que tem muita regra fantasiada de conselho é chato e as pessoas fogem, não se pode ficar toda hora falando ‘faça isso, faça aquilo’”, conta.

Isabela admite ser fã de autoajuda, principalmente de Paulo Coelho. “Quando li um livro dele pela primeira vez, eu nunca pensei que era autoajuda. Amei O Alquimista, mas só anos depois fui perceber os conselhos que o livro estava me dando”, confessa. “É essa mistura que tento colocar nas minhas obras. Não espere encontrar uma fórmula prontinha. Escrevo algo apenas para se ler e se divertir, como uma conversa entre amigas”, diz Isabela, que admite ter caído nesse gênero por se considerar muito fofoqueira e gostar de ouvir e contar histórias.

O primeiro livro de Isabela, Não se Apega, Não foi adaptado para um quadro de humor do dominical Fantástico, e ela conta que o seu segundo título seguirá o mesmo caminho. A garota explica que o sonho de sua vida é ver um de seus livros nos cinemas, mas que isso é difícil. “Muitos autores já venderam os direitos de adaptação, mas até hoje nenhum filme foi feito. O cinema nacional não recebe investimento suficiente e muitos projetos são abandonados”, conta.

Por enquanto, Isabela, que já vendeu quase 1 milhão de exemplares, se prepara para o lançamento do seu terceiro livro – ainda sem título divulgado – nos próximos meses, e depois embarca na escrita do quarto volume da série. Após isso, a blogueira disse que vai esperar outras propostas, pois já tem ideias na cabeça. “Tenho duas histórias completamente fictícias. Tenho uma ideia de uma trama de fantasia também, mas acho que nunca vou perder esse toque de autoajuda. Quero escrever sobre tudo, mas não consigo ainda fazer uma história de suspense ou policial”, confessa.

Isabela foi recebida na Bienal por uma legião de garotas que se emocionavam ao fazer perguntas para a blogueira. Apesar do grande número de admiradoras, a sessão de autógrafos foi tranquila devido à distribuição prévia de senhas. Porém, como muitos admiradores não conseguiram falar com a escritora – e muitas pessoas com senha faltaram –, a editora planejou uma sessão aberta de fotos e autógrafos em seu próprio stand.

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