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Desprezado pelo Jabuti, livro-reportagem ganha prêmio próprio da Amazon

No júri estarão, Carlos Andreazza, editor executivo do Grupo Record, e Eduardo Ribeiro, diretor do Jornalistas&Cia, parceiros do site na premiação

Por Redação - Atualizado em 21 jun 2018, 12h48 - Publicado em 20 jun 2018, 13h35

Excluído como categoria única do Prêmio Jabuti na reformulação feita pelo ex-curador Luiz Armando Bagolin, o livro-reportagem, que agora faz parte da ampla categoria de Humanidades da premiação, ganhou um prêmio para chamar de seu. Depois do Prêmio Kindle, criado em parceria com a editora Nova Fronteira, a Amazon lança agora, com a Record e o site Jornalistas&Cia., o Prêmio Livro-Reportagem em duas categorias: para jornalistas e para estudantes formados de dezembro de 2015 para cá. As inscrições estão abertas e vão até o dia 31 de outubro. No ano passado, a jornalista Roberta Paduan levou o troféu do Jabuti pelo livro Petrobras: Uma História de Orgulho e Vergonha, editado pela Companhia das Letras.

Os trabalhos podem ser inéditos ou terem sido autopublicados — e o autor não pode ter contrato vigente para a publicação da obra com uma editora tradicional. Como livro-reportagem a premiação entende “uma narrativa jornalística aprofundada, que auxilia o leitor a conquistar uma compreensão mais ampla sobre um tema de interesse público e que tenha como prerrogativas a veracidade e a relevância das informações publicadas”.

Os critérios de avaliação são originalidade, atualidade e relevância do tema abordado, veracidade e profundidade dos fatos e dados levantados, diversidade e relevância das fontes consultadas, qualidade literária e viabilidade comercial.

O autor do melhor livro-reportagem vai ganhar 10 000 reais — 5 000 reais pagos pela Amazon após o anúncio do resultado e os outros R$ 5 mil ficam a cargo da Record, na assinatura do contrato de edição do livro impresso, e valerá como adiantamento de direitos autorais. Para a categoria Livro-Reportagem Universitário, o prêmio é de 5 000 reais.

A inscrição das obras – não há limite, mas elas não podem ter sido premiadas antes – deve ser feita por pessoas com mais de 18 anos, que moram no Brasil, na plataforma de autopublicação da Amazon, o KDP. Durante todo o processo, o livro poderá ser comercializado na Amazon.

No júri estarão, entre outros, Carlos Andreazza, editor executivo de não ficção e literatura brasileira do Grupo Record, e Eduardo Ribeiro, diretor do Jornalistas&Cia. Os vencedores serão conhecidos em meados de fevereiro e o livro ganhador deve ser publicado até o fim de 2019.

(Com Estadão Conteúdo)

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